Refrigeração não tira folga: o custo de manter a exposição ligada 24 horas, 365 dias por ano
A loja fecha às 20h. As luzes se apagam, a equipe vai para casa, o caixa é fechado. Mas há uma parte da operação que não para: a exposição refrigerada continua trabalhando durante a madrugada, no domingo e no feriado. Ela mantém a temperatura dos produtos sem pausa, todos os dias do ano.
É fácil esquecer disso, justamente porque a refrigeração funciona em silêncio. O forno tem hora para ligar, a iluminação tem horário, o ar-condicionado acompanha o expediente. A exposição refrigerada não. Ela é o equipamento que menos descansa na loja e, por isso mesmo, um dos que mais merecem atenção quando o assunto é consumo de energia.
Um custo que não aparece separado
A conta de luz chega com um valor total. Ela não diz quanto veio do forno, da iluminação ou dos expositores. Por isso, em muitas padarias, confeitarias e lojas alimentares, o peso da refrigeração passa despercebido. Ele está lá, todos os meses, diluído no total.
Quando a percepção vem, costuma vir tarde: num mês de calor em que a conta sobe sem explicação aparente, ou quando um equipamento começa a trabalhar mais do que deveria.
O que faz uma exposição consumir mais
O consumo de uma exposição refrigerada não depende só do equipamento. Ele é resultado de um conjunto de fatores:
• O ambiente da loja. Calor, umidade, sol direto ou proximidade de fontes de calor (fornos, vitrines voltadas para a rua) obrigam o sistema a trabalhar mais.
• A rotina de operação. Aberturas frequentes, reposição em horário de pico e carga acima do recomendado exigem mais do equipamento.
• A forma como o equipamento lida com a condensação. Para manter o vidro limpo e sem embaçar, alguns sistemas usam recursos que também consomem energia.
• O projeto do equipamento. Compressor, ventilação, isolamento e controle definem quanta energia o expositor precisa para entregar o mesmo frio.
Os três primeiros fatores fazem parte do dia a dia e podem ser ajustados pela operação. O último é diferente: ele já vem definido quando o equipamento chega à loja.
O verão é quando essa conta pesa mais
O fim do ano e o verão são o período de maior movimento para quem trabalha com alimentos. Também é quando a exposição mais trabalha: temperatura ambiente mais alta, mais aberturas, mais reposição, mais produto exposto.
Por isso, outubro é um bom momento para olhar para a exposição com outros olhos. Antes do pico, e não depois que a conta chegar.
O primeiro passo é perceber
Ao longo deste mês, vamos conversar sobre um ponto que costuma ficar de fora quando se pensa em exposição: o custo de mantê-la funcionando ao longo dos anos. E vamos começar ouvindo quem vive isso todos os dias.
Por isso, queremos saber de você: quais custos, além do preço, você colocou na conta quando montou a exposição da sua loja?
Perguntas frequentes
Por que a exposição refrigerada consome energia mesmo com a loja fechada?
Porque os produtos continuam dentro dela e precisam ser mantidos na temperatura certa o tempo todo. A refrigeração não pode ser desligada no fim do expediente como a iluminação ou o ar-condicionado.
O que faz um expositor refrigerado consumir mais energia?
Quatro fatores principais: o ambiente da loja (calor, umidade, sol e fontes de calor próximas), a rotina de operação (aberturas e reposição), a forma como o equipamento controla a condensação no vidro e o projeto do próprio equipamento.
Por que a conta de luz sobe no verão em lojas com refrigeração?
Com a temperatura ambiente mais alta, o sistema precisa trabalhar mais para manter o frio. Somado ao maior movimento do fim de ano, com mais aberturas e reposição, o consumo da exposição tende a aumentar.
Dá para saber quanto a exposição pesa na conta de luz?
A conta mostra apenas o total da loja. Para entender o peso da refrigeração, o caminho é conhecer o consumo informado pelo fabricante de cada equipamento e, se necessário, fazer uma medição por equipamento com apoio técnico.
Ajustes na rotina da loja resolvem o consumo?
Ajudam, e valem a pena. Mas uma parte do consumo é definida pelo projeto do equipamento e não muda com ajustes no dia a dia. Por isso, a eficiência precisa ser considerada também na hora da escolha.